O lixo, em especial de eletrônicos (e-lixo) e vidros planos, apresenta forte impacto ambiental e oferece riscos à saúde humana.

A reciclagem de resíduos sólidos é um negócio de elevada rentabilidade e baixo tempo de retorno, apresentando taxas de lucratividade superiores à maioria dos negócios usuais, e investimento reduzido com relação aos ganhos viáveis. Apresenta caráter de sustentabilidade própria, financeira e ambiental.

A Lei 12.305/2010, que instituiu a PNRS, postula também as indústrias e empresas comerciantes como corresponsáveis pela geração e destinação dos resíduos sólidos originados de seus produtos. Não é diferente para os eletrônicos (computadores, notebooks, celulares, dentre outros) e vidros planos (para-brisas de carros, janelas e vidros temperados de bancos e banheiros, por exemplo). A lei de Crimes Ambientais, Lei 9.605/1998 institui penas e punições para o descarte de materiais que oferecem risco à saúde humana, como é o caso de e-lixo e vidros em lixões e aterros sanitários. A solução deste problema é urgente abrindo um grande potencial de negócios a curto prazo.

O volume de resíduos gerados pela sociedade é imenso e seu crescimento é exponencial: 80.000.000 ton/ano no Brasil (2017). É urgente que sejam reaproveitados como fontes de matérias primas e insumos para fabricação de produtos. Medidas de solução técnica, econômica e socioambiental sustentáveis precisam ser implementadas agora, para atuarem eficientemente no futuro próximo.

Para uma população exemplo de 4.400.000 pessoas, cuidando somente da reciclagem de vidros, se está falando de uma referência de produção resíduos de vidros de mais de 1600 ton/mês.

A produção nacional de vidros planos corresponde a cerca de 2.000.000 ton/ano, dos quais 900.000 ton/ano de vidros automotivos e 650.000 ton/ano de vidros temperados. Cerca de 1.000.000 ton/ano de vidros planos são descartados como resíduos, no Brasil.

Tal geração destes resíduos corresponde à necessidade de processamento de 4,4 kg/hab.ano, a cada ano, apresentando uma produção crescente desse resíduo.

Economicamente, o processamento de somente 10 % desse volume de resíduos de vidro, corresponde a, nessa atividade, obter  um faturamento anual superior a 4,5 milhões, com rentabilidade superior a 175 %. Um negócio bastante atrativo para um resíduo tão desprezado.

Para realizar tal resultado é necessário o emprego de novas tecnologias, aplicando inovação à operação de logística de produção, alcançando a fabricação de novos produtos: uma Inovação de Produto portanto.

A RECICLI possui essa tecnologia e está procedendo estudos para seu franqueamento, com vista a colaborar na solução deste problema ambiental: a excessiva geração de lixo de vidros.

Ao reciclar grande quantidade destes resíduos – hoje direcionados para os lixões e aterros sanitários – a empresa deve atuar de forma integrada às Cooperativas de Catadores principais profissionais hábeis a coletor os vidros. Essa integração de ações demanda a oferta de capacitações e formação profissional para o aperfeiçoamento da coleta e e elevação de eficiência no manejo de resíduos de vidros. Tal implementação melhora sua renda familiar e gera impactos sociais relevantes. As Cooperativas são integradas à rede de fornecedores, que abrange indústrias, comércio e condomínios, colaborando na realização de coleta seletiva e reversão logística de vidros de vasilhames e de vidros planos.

No caos da RECICLI, essa linha de reciclagem opera com demanda de energia que será de fonte limpa, renovável, sendo a RECICLI um Negócio de Impacto Social e Ambiental. Esta geração de energia encontra-se em desenvolvimento tecnológico, realizada na implementação e operação das tecnologias RVA ou SiCSeGe, e sua integração tecnológica abrange o emprego da otimização de eficiência das lâminas de rotores eólicos para geração de energia (de forma integrada à de fonte solar).

As patentes envolvidas nestas tecnologias estão em fase de sigilo, aguardando publicação ou recentemente publicadas na Revista da Propriedade Industrial do INPI.